Nova aposta

•Junho 11, 2007 • 2 comentários

Gunther Theys, músico de Ancient Rites, dá-nos a honra de começar a escrever na Metal Heart a partir do número 3.

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KING DIAMOND, PLEASE!

•Junho 11, 2007 • Deixe um Comentário

Já devem saber concerteza que está prestes a sair um novo álbum do Sr. King Diamond. Deve ser mais um belo trabalho, não tenho dúvidas. Mas para já o que me impressionou foi o título do mesmo, que já figura na minha galeria pessoal dos piores títulos de álbuns de heavy metal de todos os tempos.
O título é: «Give me Your Soul… Please»!! O quê?? Please?! É uma súplica? Ou então estamos muito bem educados, hem? Nada de pedidos imperativos ou apoderações  indevidas… Pede-se a alma, mas com respeito e delicadeza, ora essa!

Agora imaginem que este trato bem educado tivesse sido a regra na cena metálica. Nesse caso alguns dos álbuns nossos conhecidos teriam um título algo diferente: 

Manilla Road – «Open the Gates… please»
Metallica – «Kill’em All… if you don’t mind»
Dark Funeral – «Teach Children To Worship Satan… We beg you»
Tsjuder- «Kill for Satan… if that isn’t too much trouble» 

assim é que estava bem…:-)

All hail the King,

Ernesto Martins

Vencedores dos Passatempos

•Maio 31, 2007 • 1 Comentário

Os passatempos disponibilizados pela revista chegaram ao fim – esperamos que o vosso nome conste na lista seguinte!
Relembamos que devem reclamar o bilhete no dia do espectáculo na respectiva bilheteira, mediante a apresentação de identificação.


My Chemical Romance
Daniel Leão
Marco Alves
Jorge Alves
Cláudia Andrade
António Rego
Yolanda Correia

Dream Theater
Paula Martins
Miguel Ribeiro
Daniela Mendes
Pedro Sousa
João Neto
Paulo Moreira Martins

Artic Monkeys
André Bispo
Filipe Estácio
Yolanda Correia
Marco Alves
Jorge Alves
Diogo Silva

Type O Negative
Cláudia Filipe
Luis Miguel Silva
Adrian Siegle
Catarina Ruivo
Tiago Lopes
Joana Figueira

Samael
Tânia Trindade

João Neto
João Lopes Moura
Luís Santos
Sofia Matos
Maria José Matos
Pedro Bastos
Cláudia Andrade

E o mar guardou-me a alma…

•Maio 27, 2007 • Deixe um Comentário


por Jorge Ribeiro e Castro

Pintei os meus dias com as lágrimas da tua perda, o desenlace de memórias já idas que ainda me sabem aquecer com quem já não tem luz… O mar sempre foi a tua casa, a tua sina, um enorme jardim de novidades que pecava apenas pela amarga distância que desenhava…Lembro-me de sermos crianças, de percorrermos a praia de São Tiago com os nossos pezinhos rosados brincando e sorrindo como quem não conhecesse outra vida… Sim, havia fome, mas estar ao teu lado me fazia feliz. Afinal, que dizer do amor que nasce tão jovem, da ansiedade de ver os dias passar e ter a oportunidade de estar junto a quem a alma diz mais do que tudo o resto?Passávamos noites observando as estrelas, fugindo da ânsia de se ser escravo de uma ordem natural, tomando apenas fôlego no ar que cada um respirava, libertando o desejo, tesouro mais valioso do que qualquer furtivo beijo. Cedia-se carícias ao desconhecido, palavras soltas que cada um arriscava tomar como suas, inflamando o peito com um sentimento mais valioso do que qualquer tesouro.

Tiveste de te afastar da escola para seguir as ondas do mar, mas o professor que tudo me ensinou, deixou-me vaguear pelas ondas dos seus livros, a inspiração de outros anos que perdurava no papel amarelecido das memórias. Aí encontrei, nos momentos de ócio, outros mundos que esta ilha jamais me poderia dar, embora soubesse que apenas o teu coração, apenas a tua alma, apenas os teus lábios sonharia para sempre tocar.

Os nossos antepassados tinham também conhecido esse mistério que é contemplar o oceano, o desejo de mares intempestivos atravessar e conceder um futuro melhor à sua prole. No entanto, não se conseguia avistar muito mais do que a incerteza de possuir um parco quinhão para sobreviver, à descarnada mão da Morte resistir, e chorar as perdas de quem Neptuno quis engolir.

Não me sabia tão louca ao ponto de querer morrer por ti até o momento que, após casarmos, vi-te partir com outros para a pesca e a angústia apoderou-se de mim como uma vil serpente entrelaçada na minha garganta, a brusca perda de raciocínio, a mísera sensação de que a vida não mais seria a mesma…

No entanto, voltaste… Dias após dias de ávida contemplação, os mares tinham trazido de volta aquele, e apenas aquele, que conseguia aquecer o meu coração. Lembro-me do quanto te acariciei, do quanto evoquei a beleza do amor que os teus olhos me diziam…

Nessa primeira noite, festejámos o regresso, como apenas os amantes o sabem fazer, o orgulho que toca a todos que sentem prazer em glorificar a vida com a melodia de corpos em combustão. A ilusória tragédia vagueava já longe, a riqueza de todos os que partiram e que regressaram sem haver uma alma que tivesse de pedir à deusa das trevas imemoriais, perdão…

Oh, se bem me lembro do quanto éramos felizes nos dias de regresso de quem para o mar tinha partido. Havia fartura nos nossos olhares, comida nas nossas mesas apesar da pobreza instigar a sua poeira sobre as nossas cabeças.

Éramos felizes… Sim, eu e tu éramos felizes! Os nossos dois filhos nasceram da união de duas almas eternamente jovens que brincavam lado a lado nos sonhos mais doces que alguma vez poder-se-ia sonhar. Não era a riqueza material que via nesse reino enevoado mas sim o terno cendal que resplandece saúde, felicidade e bem – estar, todo o manancial de quem deseja ser apenas feliz e não se preocupa com qualquer glorioso metal.

Pois, apenas sonhos… De tempos a tempos, a tragédia acostava à nossa praia e todos choravam a perda de mais um guerreiro do mar, um dos que arriscavam a sua vida pela vida de outros, por um futuro que tivesse mais do que cinzentos à mistura com o negro da perdição.

Quantas vezes, à noite, chorava por saber-te longe de mim! Os meus olhos nada mais eram do que cascatas de soluços e melancolia, tristeza e tão dolorosa apatia. Quantas vezes observava as estrelas à procura de alguma que pudesse afastar a dor, dizer se o meu amado estava vivo, se voltaria para mim… Rezava muitas vezes em casa, outras na Igreja da Nossa Senhora do Socorro, tudo na esperança que o bondoso Deus me trouxesse de volta a quem mais amava, por quem o meu peito chorava…Uma vela acesa para que a paz reinasse na nossa casa…

Não sabia contar tão bem os dias quanto as lágrimas que deitava, pois esses mostravam-se dolorosamente pouco apelativos e o meu coração já não conseguia ver diferença nos véus que o Tempo evocava. Sabia apenas o quão importante era o teu sorriso e, se as minhas lágrimas tivessem o condão de te trazer a mim, que te trouxessem por não desejar a Vida sem ti…

Infelizmente, nem tudo é permitido ao desejo, pois chegou cedo o momento em que a minha dor tornou-se certa que nunca mais cicatrizaria… Não regressaste ao teu porto de abrigo nem ao teu local de nascimento, pois a Vida já não te insuflava riso nem as tuas faces eram mais rosadas… Perdido por entre as vagas como se um inocente merecesse tal castigo…

Assim, as cores da minha vida tornaram-se as lágrimas que derramei, não mais a alegria como certa, não mais a luz ao meu redor… A partir do momento que soube da tua morte, apenas um melancólico pesar me restou…

Deposta perante o mar imenso, escrevo estas saudosas palavras de amor… Tenho-te no meu coração, e estas palavras, que coloco numa garrafa esperando que te encontrem, e este coração, enfraquecido e já destituído de brilho, apenas a quem amo importam…

Abatida perante um íngreme precipício, observo, com olhos turvos, o manto líquido que cobriu-me em profunda consternação… Não contando os passos para a morte, tenho apenas a certeza que devo calar a Saudade, pois o Amor nem a Eternidade poderá apagar…

Se…

•Maio 27, 2007 • Deixe um Comentário

por Jorge Ribeiro e Castro

Se dessas noites, a minha alma sentisse,
a embriaguez de dias iluminados…
Se em vez de desaires, dores de dias tristes,
viessem cantos, odes à Natureza já rica
e eu já não vagueasse envelhecido,
preso às lágrimas dos amargurados…
Se os meus sonhos fossem de muitas mais cores,
aquelas nas quais se vestem os amores…
Se eu pudesse nadar esse tão longínquo rio,
vencer o mais lúgubre desafio
e conquistar os céus com as minhas dores…

Se tivesse do meu lado as ninfas que os Antigos glorificaram,
desistisse de tão vil sofrimento e todo o desespero morresse…

Se caminhasse altivo, senhor de um encanto cativo
de memórias ricas e férteis,
doces presentes onde toda a Luz fosse grandiosa
e em comunhão com a Felicidade resplandecesse…

E se eu morresse?…

Se morresse, o poema acabava
no entanto, como estou vivo, o poema continua…
Estou vivo!!!
O poema continua…

The comfort of a fallen man

•Maio 27, 2007 • Deixe um Comentário


por Jorge Ribeiro e Castro

To ageless ruins I was commended…
Bitter ghastly halves of jeweled melodies
that my thoughts represented under forms of fitting grace…
My solitary heart called hideous names to those once adored memories
for my pain bared a terrifying demon that all mortals whould rather die than face…
Oh! What torture could be the worst to bare?
I lived in memories, a sleep among an awakened Sun,
where a man calls himself the ghost of weary stares
and nothing glows, only tears ever shows
and melancholy trembles even the sleeping dead!!!
Despised by flames that never ascended to the luminous skies,
a dreadful path to which a sweeter name is Home.
My gloom that crawled under the godess Moon
and greeted the world with sobs and sighs:
“ Will I ever, ever find the scented dream that now is gone? “

In tears, I have seen the funerals of those who I called loved ones
and greeted such horrible pain with madness and woes…
The creators of my long distanced happiness,
the adoring beauty that my eyes have always, ever known
unfairly lost in darkened chambers,
no, ghastly poisonous caverns, where no light ever glows!

My withered presence in this world, for years, met a dreary sickness,
a fever in which many are crowned at the sight of despair…
Oh! What a dreadful curse as guidance for History
that nothing, nothing more brings to mind than falling hours of bitterness
and a shadowy yet dreaming lucidity!!!

Even if obscure and lonely, Time has dared me to wait,
for those who reign in bitterness and on any shivering thought,
should know that Death is just an entrance, not the final pray,
to a world where golden smiles are seen
and tragedy has never, ever been
for this is the confort of immortal Hope!

Sob um céu de Outono, chorei…

•Maio 27, 2007 • 1 Comentário

por Jorge Ribeiro de Casto 

E lá se foram os dias de Primavera que a minha infância conheceu, os dias de Verão em que nasceste e alegria à minha alma trouxeste…Situo-me agora no Outono dos meus tormentos ao qual nenhum sorriso é dado… A chuva, em harmonia com a minha alma, caindo desajeitadamente ao sabor do vento como se proferisse loucura, os gritos de quem já perdeu muito desde que a este mundo veio…

Estirado numa cama que já te conheceu em melhores dias, não existem lágrimas suficientes para verter a dor de uma mãe que vê o seu filho às portas de uma outra existência. Saber que, semanas atrás, eras o brilho lancinante da alegria, que caminhavas seguro de ti, confortado pelo sonho de ser escritor, de estar ao lado de quem te amasse, de enriquecer a vida de outros com a tua…

Agora, nada mais do que um farrapo do menino de oiro que sorria nos dias de luz, a bênção de dias de luta por uma vida sem mágoa. Envolto em febre e desgraça, o meu menino percorre o caminho de sonhos caídos deixando-me os pesadelos de uma vida sem graça.

Lembro-me de quão doce era o teu sorriso, o quanto me aquecia saber que as brincadeiras próprias da infância apenas enriqueciam a tua curiosidade. Aquele dia em que chegaste a casa após a escola, dizendo que estavas contente por descobrires que a tua ilha fazia parte de um país que pertencia a um continente chamado Europa, o nervosismo que se apoderou de ti ao saberes que este mundo se extinguiria daqui a biliões de anos, o facto de quereres saber o porquê das coisas são como são e têm o nome que têm e não de outra forma.

Ah! Aquele brilho nos olhos e o lacrimejar de desculpas após teres feito alguma coisa com a qual eu não concordava… Peripécias de uma infância rica em sensações, experiências que ajudavam a moldar o teu espírito, a engrandecer a tua mente.

Certo é que sabias o quanto reprovava seres assim tão endiabrado mas as palavras por vezes não surtiam efeito e as raras vezes em que te batia faziam-me doer a alma. Um filho merece o carinho, confiança e respeito de uma mãe mas esta também merece o mesmo…

Lembras-te daquelas vezes em que saíamos de casa no primeiro de Maio e íamos ao Montado do Pereiro com o resto da família? O teu pai e irmãos fervilhavam de alegria dentro do autocarro, cantando músicas tradicionais da ilha como forma de passar o tempo e tu, oh anjo, calado porque não sabias a letra ou porque eras demasiado tímido. Quando chegamos ao nosso destino, não demorou muito até te afastares de nós para descobrires o que existia além da multidão que se concentrava nos lugares mais pitorescos.

Nessa tua caminhada seguindo o mistério da natureza, olhavas para tudo o que te rodeava e tentavas descobrir se existiam outros como tu, que se indagavam se existiam bruxas na floresta, se as fadas tinham encontrado o verde que tanto te inspirava, se essa tua empreitada te levaria a algum lugar ainda mais belo.

Bem sei, meu filho, que não te sentias bem com tanta gente ao teu redor. Volta e meia, pensavas que ninguém te dava importância porque não te entendiam ou porque achavam que o que pensavas e sentias era próprio da infância. Mas eu, doce anjo, entendia-te e o que mais desejava era apartar de ti a dor, tentar que compreendesses que nada era assim tão mau ou falso como a realidade que vivias te fazia sentir…

Infelizmente, não tinhas muitos amigos… Próprio de quem era criança, os teus colegas de escola afastavam-se porque não viam, em ti, algo de belo que pudesses oferecer aos seus ideais ainda verdes pelo Tempo. Desapontado, acostumado aos sonhos, criavas o que a tua alma pedia, a arte de ser algo mais do que um farrapo das negras horas de solidão.

Poucas eram as vezes que ouvia o teu riso mas, quando nos concedias tal bem – estar, era para dizer ao mundo que te sentias vivo, que, embora ainda tivesses na alma a dor da incompreensão, não deixavas a morte aproximar-se de ti.

Por vezes, choravas por detrás das paredes do teu quarto… Desejavas ser amado, ter o toque de alguém que olhasse para além do mundo físico e visse a luz que te fazia único… Tão importante que era, para ti, escreveres o que se passava na tua alma, erradamente achando que nada ecoava em qualquer outra…

Se nunca te disse o quanto sabia da tua dor é porque esperava que me o dissesses, porque não queria que pensasses que me intrometia em algo que era só teu. Mas, oh anjo, como é que a tua mãe poderia deixar de saber a dor que sentias? Desfeito pela malvadez da febre, apenas gostava de tocar os teus olhos com os meus, a minha alma com a tua e dizer-te que não será para sempre que serás tomado pela desolação da misantropia, que encontrarás alguém que te compreenda, que te faça feliz, que seja seduzida pelo que de mais belo tens em ti…

Não quero que os dias passem sem o teu sorriso… Não quero que te embrenhes ainda mais nesse quarto escuro e silencioso e permitas à tua alma ser, vezes sem conta, torturada pelo desenlace das mais frágeis emoções. E, no entanto, ao dizer-te isto, nem sei se voltarás a abrir os olhos, se me chamarás, uma outra vez, por esse nome que te deu à luz, se saltarás a escada que vão deste andar até o rés-do-chão com um ou dois toques nos degraus, se tentarás, mais uma vez, jogar futebol com os rapazes que conheces na vizinhança.

Sim, meu filho, bem sei o quanto adoras a vida, embora ela seja injusta contigo, o quanto agradeces ao teu pai por ter-te dito para leres livros e não a banda desenhada que muitas vezes compravas, o quanto gostas de ir ao Museu das Cruzes para estares rodeado de árvores e peças que a História permitiu nascer.

Se o meu amor, por ti, fosse suficiente para te acordar… Se estas lágrimas impedissem a febre de te tocar… Se a minha voz pudesses ouvir…

A minha vida não foi das melhores mas também não posso dizer que tenha sido das piores pois sempre tive o amor e carinho dos que me conheciam, a virtude de tentar ser eu própria e não fingir… De uma forma ou de outra, a Morte rodeia-nos, seja o Sol que morre ao cair da noite ou a Lua que fenece ao levantar do dia, seja o vento que pelo ar vagueia ou o silêncio que interrompe o dardejar do mais sagrado ruído que a Natureza deu a conhecer…

Não tenho muito a oferecer, meu filho, apenas a minha alma e a riqueza de gerações sob este sobrenome que tanto te faz lembrar o mar… Sim, bem sei o sorriso que espreita no canto dos teus lábios quando imaginas o castelo que situa-se perto de um fio de água, as histórias que crias como penhor da sedução que os tempos antigos te trazem… Nessas histórias, és um dos perdidos mas também um dos que encontram, um dos que dormem mas também um dos que sonham, um dos que são rejeitados mas também um dos que são queridos…

Este dia de Outono em que o céu está húmido e melancólico, lembra todos os outros que por ti passaram. Insatisfeito pelo facto de que nunca a tua essência conheceu a alegria de ser Verão, de dançar aliciado pela música, de ser cortejado pelo florir das mais alegres emoções, és quem dorme sucumbido a um terrível pesadelo.

Ver-te assim perdido, apenas cobre-me de desgosto pois as horas parecem séculos e o amor que tanto te dou não te parece curar… Embora adoentado, ainda sonho com a tua voz, meu anjo, e estremeço com os momentos que virão, a angústia que sentirei se te perder, se o meu menino de oiro… desaparecer…

Fechando os olhos, recosto-me nas costas da cama, amparando a tua cabeça como se apenas o facto de ao teu lado estar, te impedisse de ir embora. Não sou médica nem enfermeira, apenas uma mãe que sofre, que daria a vida pelo filho se tal fosse permitido, que há eternidades que chora… A magia da vida traz-nos muitas questões mas quando se sente o amor mais puro que aos humanos é concedido, a esperança sempre se levanta…

Sentindo o teu corpo estremecer, julguei estar perante os teus últimos paroxismos mas depressa um alívio se fez sentir quando ouvi a tua doce voz perguntar-me porque chorava… A minha resposta foi por estares doente mas, quando olhei nos teus olhos e vi o brilho que apenas a saúde pode oferecer, soube que o meu filho voltava para a Vida… E as lágrimas não mais possuíam razões para existir…

Dedicado à minha saudosa mãe e à sua eterna magia…